Tempo incómodo para quem diz ámen aos cortes de verbas e de funcionários que levam o Arquivo Distrital a uma degradação escandalosa; para quem considera intocáveis os privilégios dos fundos imobiliários ou da especulação que mantêm fechados milhares de fogos quando mais de 500 famílias, entre elas as 60 da Horta da Areia, anseiam há dezenas de anos por uma habitação com um mínimo de dignidade; para quem considera intocáveis os “direitos adquiridos” dos lucros privados na FAGAR, o buraco sem fundo do Estádio do Algarve, os juros sacrossantos dos empréstimos da Banca ou as imposições do PAEL à autarquia, que, todos juntos, empobrecem e enviam para a exclusão social, sem dó nem piedade, um número crescente de famílias farenses.