Na passada reunião da AM de Olhão (dia 28 de Novembro) foi aprovado o orçamento e as grandes opções do plano, pese embora o voto contra do BE. Apresentando algumas melhorias e um equilíbrio que não tinha (contemplação das restrições e regras impostas pela legislação; suspensão da prática reiterada de inflacionamento das receitas de capital por forma a aumentar artificialmente a receita), o novo orçamento mostra alguma inflexão do executivo que parece ter levado em conta as insistentes chamadas de atenção do BE para os perigos decorrentes de práticas pouco claras e do incumprimento dos limites de endividamento. Todavia, a par das grandes opções do plano, continuam-se a revelar linhas de orientação da política autárquica que não se podem aceitar, nomeadamente a nível de prioridades de desenvolvimento (questão ambiental, questões sociais como as da educação, mais uma vez remetidas para segundo plano) e da fraca aposta na redução de despesas (questão das despesas com o pessoal e com o funcionamento da “máquina camarária”, dos subsídios e apoios financeiros a terceiras entidades, a pretensão da criação de uma mega empresa municipal com âmbito de actuação alargado que tenderá a reproduzir problemas de viabilidade já apresentados pelas empresas existentes, com consequências graves na dívida total relevante do município). (VÊ NA ÍNTEGRA O TEOR DA DECLARAÇÃO DE VOTO)