Na última reunião da vereação da CMO, o vereador do BE, Ivo Madeira, propõs que a Câmara Municipal aprovasse e submetesse à Assembleia Municipal a redução da taxa de IMI de 0,4% para 0,37%, anexando a ponderação do número de dependentes que compõem o agregado familiar dos proprietários de imóveis destinados a habitação própria e permanente. Trata-se de uma medida de extrema importância social na realidade olhanense, sabendo-se que a grande maioria do imposto recolhido respeita ao direito à primeira habitação de famílias já fustigadas pelo incessante aumento da carga fiscal, que a cláusula de salvaguarda cessou e que se multiplicam os problemas relacionados com o pagamento de créditos respeitantes a compromissos com a aquisição de habitação própria. Além disso, a conjuntura é favorável à redução do IMI uma vez que o município viu e verá aumentadas as receitas captadas neste âmbito, pelo que o alívio da carga fiscal das famílias não trará consequências insuportáveis face às necessidades de financiamento da autarquia. Apesar de todos os argumentos (ver proposta em anexo) e de simbolicamente vivermos mais um ano de luta pela reposição de direitos fundamentais (manifestações do 25 de Abril e do 1º de Maio), todas as outras forças políticas do concelho recusaram, com votos contra ou abstenção, a possibilidade de concretização da proposta...