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Falhanço monumental da AMAL

 

Isto é ao que levou a política que Macário Correia resolveu seguir. É o reconhecimento público de falhanço que levou ao mais baixo nível da influência e capacidade negocial da AMAL com o Governo. Como continua o representante dos Presidentes das Câmaras do Algarve, “todos nos sentimos defraudados pelo modo como fomos atendidos”. Os Presidentes de Câmara não são ingénuos em política. O que se passa é que efectivamente eles aplicam na região as políticas dos seus partidos e se afirmam estarem contra as portagens, de cada vez que o tentaram mostrar foram repreendidos de imediato, aqui mesmo no Algarve, pelos responsáveis dos seus partidos. E calaram! Calaram, quando Miguel Freitas manifestou a intenção de protestar em Bruxelas. O secretário de Estado veio cá dizer-lhe que esta é a política do Governo. E nada mais se ouviu dele. Calou o anterior líder do PSD, que do actual nada se ouviu, quando Miguel Relvas veio dizer, uns dias depois, que esta seria a posição do partido. Se estão defraudados, então mostrem de uma vez! Deixemo-nos de tretas: de facto, o que os motivou foi tentar encontrar uma manobra táctica, parecendo que eram contra, mas na verdade, procurando uma solução que não levaria a lado nenhum; o que os motivou foi tentar desmobilizar o movimento popular que se organizava para mostrar o descontentamento face à introdução das portagens; o que os motivou foi tentar aplicar as orientações dos respectivos partidos, sem consideração pelos interesses da região. De facto, dizer que exigiam que a A22 não fosse portajada enquanto não estivesse concluída a requalificação da 125 não é senão uma manobra de terra queimada que não leva a qualquer lado. E ainda por cima o governo veio dizer de imediato, como resposta, que até seria antes disso, sem qualquer consideração pelo vosso esforço táctico.

 

Estão defraudados! Benvindos! A luta continuará. Não pertenço à Comissão de Utentes, mas sei que alguns elementos dos vossos partidos já se aproximaram desta luta e serão bem-vindos. Eu estarei lá nas próximas iniciativas e espero estar ao vosso lado.

 

Não é contra as portagens em abstracto. É pelo desenvolvimento do Algarve e pela economia (e o capitalista não sou eu). Até gostaria que houvesse condições para isso, mas face à situação, não pode haver portagens na Via do Infante.

 

[publicado in diarionline]