Algures, em Forjães, freguesia perdida entre Esposende, Barcelos e Viana do Castelo, havia uma ponte que necessitava de reparação.
Alguém responsável mandou fazer as obras e mandou o povo dar uma volta enquanto durassem.
O povo, que precisava da ponte ali, fez uma ponte provisória a passou a utilizá-la.
Quem manda achou que não tinha dado autorização e mandou fechar a obra do povo.
A GNR, solícita, cumpriu as diretivas recebidas.
Ilustra bem o que se passa no nosso país: Desprezo total pelas populações.
Quem manda está-se nas tintas para as necessidades das populações. Deveria ter proporcionado uma alternativa provisória durante as obras. Certamente a nossa tão prestimosa engenharia militar (aquela que enviamos para o Líbano e outros lados) saberia resolver a questão em poucas horas.
Não fechou a obra provisória por motivos de segurança, o que mostraria alguma preocupação. “Como se trata de uma intervenção no domínio hídrico, carece de autorização e licenciamento, que não existia”, terá informado o comando distrital da guarda.
Em Faro, passou-se algo semelhante:
Para construírem a variante à 125, vulgo circular externa, fecharam duas estradas. E, sem exigir pressa nas obras, o ainda presidente Macário Correia foi prolongando sucessivamente este encerramento. Agora, as obras da 125 pararam, a empresa terá falida e as duas estradas continuam cortadas há vários anos. Nunca se preocupou com os inconvenientes para a população pelo encerramento destas estradas.
De Norte a Sul sempre o mesmos desrespeito pelas populações. Só não entendo é como é que ainda os aguentamos.